• Memórias póstumas de Brás Cubas

Memórias póstumas de Brás Cubas

  • Categorias: Romance
  • Autor: Machado de Assis
  • Vendedor LPB000311
  • Entrega: Impresso on demand

  • Editora

    PoloBooks
  • Edição

    #

    1
  • Ano

    2020
  • Idioma

    Português
  • Páginas

    174

  • R$ 21,00
Imagine que você está em 1881 e compra um livro, então, falamos de mais de 130 anos atrás. O autor começa avisando que é um “finado autor”, coisa que ainda hoje pareceria estranha, se não fosse por Machado de Assis que teve a ousadia de fazê-lo em seu romance mais importante: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Então, voltando a você em 1881, com o seu flamante livro nas mãos, começa a ler e, de repente quem escreve anuncia que está morto, e que se você não gostar da obra, o problema é seu. 
Era muita ousadia para aquela época, e ainda no mundo pós-moderno em que vivemos. E não para por aí, pois neste romance foi quando, pela primeira vez, Machado de Assis começou a falar diretamente com seus leitores, de igual para igual, tal e como se estivesse vendo um ao outro em pessoa. Ele até faz perguntas, negocia, ameaça, pede perdão, vai embora, volta. Lendo aqui parece até um namoro! 
Como se tratava de um morto que contava a sua história, ele se permitiu ser completamente sincero, e dizer o que pensava. E da “pena da galhofa e da sua tinta melancólica” saíram críticas para todo lado. A sociedade carioca, a hipocrisia reinante, os conchavos, as famílias, as religiões, a escravidão, e até ele mesmo, não escaparam da sua crítica mordaz. 
Veja só como ele começa o livro já conversando com o autor:
“...Obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se não te agradar, pago-te com um piparote, e adeus.”
E assim, ele começa a sua obra monumental, surpreendendo e arrancando um sorriso desconfiado do leitor, que já se pergunta o que sairá dessa escrita de um defunto. 
Conta Brás Cubas, o narrador-defunto, que na sua juventude, teve um grande amor, uma cortesã do Rio de Janeiro. Ele se apaixonou por ela, e perdeu grande quantidade de dinheiro tentando mantê-la feliz, e claro, não perder os seus favores amorosos. Diz que sofreu muito quando o seu pai o mandou para Coimbra, para separá-lo do amor juvenil e evitar a bancarrota familiar. Ele ironiza até mesmo dessa sua relação, dizendo:
“Marcela amou-me durante 15 meses e 11 contos de réis.” 
Brás Cubas se dá o direito de contar a sua história sem linearidade alguma, o relato avança e retrocede o tempo todo, e sua narrativa é cheia de reflexões, lembranças, delírios, e claro, conversas com o leitor.
Casos mirabolantes, o encontro com seu amigo de infância, Quincas Borba, que mais tarde, aparecerá em outro romance, a ideia do famoso emplastro que curaria todos os males, a caixa de Pandora, os encontros e desencontros com Virgília, o seu segundo amor, vão desfilando pela mente desvairada de Brás Cubas, e claro, do leitor, que mesmo tendo sido avisado no início da obra, não esperava tal grau de franqueza.
Você, certamente, sentirá certa simpatia pelo personagem, porém não se iluda, pois nem você, leitor, escapará à sua crítica, haja vista que Machado é um mestre na arte de destrinchar a psique humana. Mas seja valente e enfrente-o, já que a experiência de ler Memórias Póstumas de Brás Cubas vale a pena.
Editora PoloBooks
Edição 1
País de Origem Brasil
Ano de publicação 2020
Assunto Literatura brasileira
Idioma Português
Código de Barras 978-85-5522-358-7
Formato Altura 19
Formato Largura 12,5
Papel da Capa Supremo Alto Alvura 250 gr
Cor da capa colorida
Papel do Miolo Off set 75 gr.
Nº de Páginas 174
Encadernação Brochura lombada quadrada

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Etiquetas: machado de assis, literatura brasileira

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