A Koi tem como premissa apoiar autores iniciantes em seus projetos editoriais, oferecendo acompanhamento cuidadoso, respeito à singularidade de cada obra e um caminho possível dentro do mercado editorial independente.
Mais do que publicar livros, a Koi acredita no encontro entre ideias, autores e leitores — e no valor de obras que merecem circular, ser lidas e permanecer vivas.

A Koi nasceu em um período em que eu estava profundamente envolvida com a África do Sul, onde tive contato com pessoas que se dedicavam à comunicação com animais — inclusive animais selvagens — de forma prática, respeitosa e integrada à vida real.
Esse encontro com outras formas de relação entre humanos e animais foi decisivo para que eu relançasse no Brasil Cães sabem quando seus donos estão chegando, de Rupert Sheldrake, mais de 20 anos após sua primeira edição no país. Esse livro inaugurou a Koi Editora e abriu caminho para a publicação de Falando com os animais, de Sheila Waligora, consolidando o eixo que atravessa o nosso catálogo desde então.
Na época, eu já trabalhava com constelações familiares e terapias assistidas por cavalos, e essa obra de Sheldrake se mostrou essencial para práticas que conectam humanos e seus companheiros no processo de cura e compreensão. É curiosa a forma como um livro pode fazer sentido décadas depois — este pensamento me impulsionou a abrir a editora com foco em resgatar livros que foram descontinuados, mas que tinham um espaço em nosso tempo.
Acredito profundamente que há obras que chegam à frente do seu tempo. Livros visionários que, publicados cedo demais, não encontram seus leitores e acabam saindo de circulação. Anos ou décadas depois, quando essas ideias finalmente encontram ressonância, são redescobertos e revelam toda a sua força — como se tivessem aguardado o tempo certo para serem lidos.
Com o tempo, percebi que meu sonho editorial não era nada simples de realizar. Descobri, na prática, o lado muitas vezes oculto do mercado: os desafios reais que autores iniciantes, editoras independentes e pequenos projetos enfrentam — desde a invisibilidade até as dificuldades de circulação e de acesso à publicação. Foi aí que a Koi Editora deixou de ser apenas um projeto de relançamentos e passou a ser uma casa que acolhe autores independentes, oferecendo suporte, cuidado editorial e um espaço de publicação que respeita sua voz e sua obra.
Alguns desses autores seguiram seus caminhos de forma independente, outros continuam comigo — e cada história publicada reforça a razão de ser da Koi Editora: livros que inspiram, questionam, ampliam percepções — e que merecem estar disponíveis, vivos, nas mãos de novos leitores.
Um dos maiores impulsionadores da Koi Editora foi o querido professor Wagner Borges, que confiou em mim e trouxe para reedição seu livro Na Luz de Krishna. Escritor com mais de 14 obras publicadas e reconhecido pelo seu impacto no cenário espiritualista no Brasil, Wagner abriu um novo caminho de significado e profundidade editorial para o nosso catálogo.
Aqui na Koi Editora, nós acreditamos que um livro não é apenas um apanhado de folhas, palavras, ideias — mas sim um encontro disso tudo e de vidas, entre tempos, entre possibilidades.
Nossa missão é dar vida a livros que já nasceram para transformar — e conectá-los aos leitores que estavam prontos para eles.
Bem-vindo à Koi Editora. Aqui, cada título tem tempo — e lugar — no coração do leitor.
Claudia Vassão
Diretora Editorial da Koi Editora
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